quinta-feira, 6 de agosto de 2015

    Coordenaria da Mulher de Santa Cruz do Capibaribe realiza rodada de entrevistas sobre a Lei Maria da Penha

    Entrevista ao jornalista Cesar Mello
    Na próxima sexta-feira (07), a Lei Maria da Penha, completara 9 anos de sua promulgação. Para comemorar as conquistas alcançadas com a sanção desta lei, a Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe através da Coordenadoria da Mulher, promoveu nesta quarta-feira (05) uma rodada de entrevistas pelas rádios locais para divulgar a lei e esclarecer dúvidas da população.

    Promulgada em setembro de 2006, a lei 11.340/06 entrou em vigor, fazendo com que a violência contra a mulher deixasse de ser tratada como um crime de menor potencial ofensivo. “A Lei Maria da Penha existe para proteger a mulher dos casos de violência doméstica e familiar nos termos do artigo 226 da Constituição Federal. Graças a oficialização desta lei, hoje existem várias medidas e penalidades que tem contribuído para que os maus tratos a mulher sejam combatidos com mais rigor,” declarou a Coordenadora da Mulher e do Centro de Referência e Atendimento a Mulher, Iana Paula Sousa.

    A lei acabou com as penas pagas em cestas básicas ou multas, além de englobar, além da violência física e sexual, também a violência psicológica, a violência patrimonial e violência simbólica. “De forma resumida, a violência psicológica acontece através de humilhações ou insultos. A violência patrimonial quando o cônjuge não a deixa trabalhar ou controla o sua dinheiro; e a violência simbólica quando é alvo de piadas relacionadas à inteligência, veiculação de publicidade que à objetifica e a coloca como inferior, entre outras”, exemplificou Iana.

    Ainda segundo a coordenadora, a mulher que estiver com um processo em curso na justiça e venha a ser ameaçada ou coagida pelo companheiro, poderá pedir o cumprimento das chamadas medidas protetivas. “Estas medidas foram um grande avanço da lei. Caracterizam-se pelo afastamento do cônjuge do lar, o impedimento de sua aproximação com a mulher e dependendo da gravidade dos casos, até dos filhos. Foi uma forma eficaz de conter os índices de violência contra a mulher em seu estágio inicial”, ressaltou Iana Paula.

    No Patrulha do Agreste, a coordenadora falou das ações
    da coordenadoria no municipio
    Conforme o texto constitucional, a lei ampliou a pena de um para até três anos de prisão e determina o encaminhamento das mulheres em situação de violência, assim como de seus dependentes, a programas e serviços de proteção e de assistência social. Para garantir a efetividade da Lei Maria da Penha, a Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe e a Coordenadoria da Mulher, implantaram o Centro de Referência e Atendimento à Mulher, com o objetivo de prestar atendimento sigiloso e sem a necessidade de marcar horário.

    A Lei Maria da Penha, ganhou este nome em homenagem à Maria da Penha Maia Fernandes, mulher cujo marido tentou matá-la duas vezes e por mais de vinte anos lutou para ver seu agressor preso. Atualmente, se dedica à causa do combate à violência contra as mulheres.

    Coordenadoria Municipal da Mulher e Centro de Referência e Atendimento à Mulher
    Avenida José Moraes da Silva, 230, centro, próximo ao SISPOL.
    Funcionamento: De Segunda a sexta-feira
    Horário: das 8h as 14h
    Fone: (81) 3731-1826

    Texto e Fotos: Antonio Andrade

    terça-feira, 4 de agosto de 2015

    Santa Cruz do Capibaribe se prepara para Conferencia Municipal de Assistência Social

    Na manhã terça-feira (04), a secretária de Cidadania e Inclusão Social, Alessandra Vieira, participou de diversos programas de rádio, convidando toda a população para participar da 8° Conferencia Municipal de Assistência Social na próxima quinta-feira (06), a partir das 8h, na sede da ABB.


    A Conferência é um encontro onde os usuários, os trabalhadores e as entidades socioassistenciais junto com a gestão pública, discutem o estágio de implementação do SUAS e a efetivação da garantia dos direitos. “Este será um momento de debate e consolidação do Suas rumo a 2026. Então, é necessário que os membros dos diversos setores da sociedade participem da conferencia e nos ajude a desenvolver as políticas públicas sociais de nosso município”, destacou a secretária de Cidadania e Inclusão Social, Alessandra Vieira.

    Segundo o presidente do Conselho Municipal de Assistencia Social, Flávio Junior, o Sistema Único da Assistencia Social (Suas) regulamenta as políticas públicas sociais. “É um sistema público que organiza, de forma descentralizada, os serviços socioassistenciais no Brasil. Então, será uma oportunidade da população sugerir meios e formas de tornar essas políticas sociais acessíveis a todos”, ressaltou Flávio.

    O enfrentamento das situações de desproteção social e a cobertura dos serviços, programas, projetos, benefícios e transferência de renda nos territórios, serão alguns dos temas abordados na Conferência. Além disso, o Pacto Federativo e a consolidação do Suas, o fortalecimento da participação e do controle social para a gestão democrática, também serão temas estruturantes com o objetivo de apresentar propostas para melhorias nos serviços sociais do município

    Texto e Fotos: Antonio Andrade

    Secretária de Cidadania e Inclusão Social promove I aulão de Zumba no bairro Santo Agostinho

    Nem as baixas temperaturas, impediram que dezenas de moradores do bairro Santo Agostinho e adjacentes participassem do I Aulão de Zumba ou dança de ritmos, na noite da última segunda-feira (03). O projeto desenvolvido pela Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe através da Secretária de Cidadania e Inclusão Social percorrera semanalmente os bairros da Terra da Confecções.



    O exercício mistura movimentos aeróbicos já conhecidos de quem faz atividade física com ritmos e coreografias latinas, como a salsa e o merengue. Para a idealizadora do projeto, a secretária de Cidadania e Inclusão Social, Alessandra Vieira, o Aulão de zumba é mais que uma prática de exercícios. “Pra mim foi muito gratificante ver a população abraçando a ideia do projeto itinerante Zumba nos Bairros. Uma prova que as mulheres querem um momento de lazer, cidadania e saúde,” ressaltou Alessandra Vieira.


    Entre os benefícios para saúde, está a queima de até 1.000 calorias em apenas uma hora de aula, o condicionamento cardiovascular e a tonificação corporal por completo. “Mesmo sem aparelhos, a atividade é muito intensa. Começamos com um aquecimento, intercalamos com exercícios aeróbicos e movimentos de dança que trabalham os músculos de forma localizada,” explicou o professor de dança e ritmos, André D’ Biasi.


    A proposta do aula de zumba foi aprovada não só pelas moradoras do bairro Santo Agostinho, mas também dos bairros próximos que não perderam a oportunidade de aprender novos ritmos. “Eu gostei bastante deste Aulão de Zumba, tirou o cansaço do meu corpo e deixou-me mais disposta. Com certeza, na próxima semana, estarei aqui”, declarou a dona de casa e moradora do Pedra Branca, Maria Betânia.


    Nesta terça-feira (04), o segundo Aulão de Zumba, acontecerá na Academia das Cidades, as 19h, no bairro da Cohab. Como em toda atividade física, recomenda-se o uso de roupas leves e tomar bastante líquido após os exercícios.   


    Texto e Fotos: Antonio Andrade

    segunda-feira, 3 de agosto de 2015

    Exposição Fotográfica Espelho D' Àgua chega a Santa Cruz do Capibaribe

    Desde a última quarta-feira (29), a população de Santa Cruz do Capibaribe está tendo a oportunidade de conhecer o imaginário das populações ribeirinhas do São Francisco, através da exposição fotográfica itinerante Espelho D’Àgua, localizada na Avenida Padre Zuzinha, 221. A mostra é o resultado de um projeto homônimo realizado em 2010, que consistiu em uma série de quatro oficinas de fotográfica artesanal.

    O projeto foi idealizado pela produtora, fotoativista e educadora Rachel Ellis, conta com curadoria do fotoativista e educador Miguel Chikaoka (PA) e produção da Arraia Produções, realizado com recursos do Funcultura. “Tendo o rio São Francisco como leito comum e a fotografia como afluente, Espelho D’Agua é um convite para navegar numa experiência que faz transbordar o sentido político e poético da água”, ressalta Rachel Ellis. O projeto percorreu 6.000 km das margens do “Velho Chico” com oficinas de fotografia artesanal para quatro comunidades ribeirinhas: Ilha da Assunção (PE), Olho d’Água do Casado (AL), Fazenda Santarém (BA) e Quilombola Barra da Parateca (BA).

    Durante a exposição fotográfica, haverá a projeção de um vídeo, registro das oficinas nas quatro comunidades, que inclui depoimentos dos participantes sobre o processo de aprendizagem e de moradores com relatos de histórias tradicionais. Além de um mural com o passo a passo de como improvisar uma câmera fotográfica. “Essa exposição tem um olhar diferenciado e interessante sobre a população ribeirinha. Pois, todas as fotografias foram feitas com caixa de fósforo, através de uma técnica chamada pinlux”, destacou o gestor de Cultura, Gilberto Geraldo. No último dia da exposição, previsto para 29 de agosto, haverá uma oficina de pinlux (fotografia pin hole com caixas de fósforo).

    Para não restar dúvidas que estamos a margens do rio, o ambiente sonoro ribeirinho será representado por recipientes microfonados cheios de água em que as pessoas poderão interferir, entre outros formas de interação. A exposição está aberta gratuitamente ao público de segunda a sábado, em dois turnos: das 7h às 17h e em seguida das 19h às 21h. Aos domingos, as visitas podem ser realizadas das 8h às 12h. Para não comprometer a estrutura da exposição, a organização solicita que as escolas públicas e privadas, que desejarem visitar a exposição, agendem suas visitas com o gestor de cultura do município.